O que o S-2210 registra
O S-2210 é a versão eletrônica da Comunicação de Acidente de Trabalho dentro do eSocial. Por ele a empresa informa ao governo que um empregado sofreu um acidente típico, um acidente de trajeto ou teve uma doença relacionada ao trabalho diagnosticada. A partir desse registro, a Previdência passa a conhecer o caso, o que pode influenciar benefícios do trabalhador e indicadores da própria empresa.
O evento reúne três blocos de informação: quem se acidentou, como e onde aconteceu e o que o atendimento médico constatou. Basta um desses blocos estar incompleto para o envio ser rejeitado ou, pior, aceito com dados que depois não se sustentam.
Situações que exigem a comunicação
- Queda, corte, prensamento ou choque durante a jornada, dentro ou fora do estabelecimento.
- Acidente no deslocamento entre a casa e o trabalho.
- Doença diagnosticada como relacionada à atividade, como perda auditiva induzida por ruído ou lesão por esforço repetitivo.
- Acidente em viagem a serviço ou em atividade externa determinada pela empresa.
- Óbito decorrente de acidente de trabalho, que exige comunicação imediata.
Na dúvida sobre se um episódio é ou não acidente de trabalho, o caminho mais seguro é avaliar o caso com quem cuida da saúde ocupacional da empresa antes de decidir. Deixar de comunicar costuma sair mais caro do que comunicar.
Do acidente ao recibo do eSocial
- Relato do ocorridoO RH envia pelo WhatsApp a data, a hora, o local, a atividade que estava sendo feita e o nome de quem presenciou.
- Documentos médicosRecebemos o atestado do atendimento e conferimos diagnóstico, lesão e parte do corpo atingida.
- Montagem da CATPreenchemos a comunicação com os códigos exigidos pelo leiaute, sem campos genéricos.
- TransmissãoO evento é enviado pela forma de transmissão combinada com a empresa, no prazo do Manual de Orientação do eSocial vigente.
- Retorno ao RHA empresa recebe a cópia da CAT e o recibo, e uma via é entregue ao trabalhador.
Guarde as evidências no mesmo dia. Fotos do local, nome das testemunhas e a descrição da tarefa em andamento parecem detalhes, mas são o que permite preencher a CAT com segurança e, depois, investigar a causa do acidente.
Depois da CAT: o que acompanhar
A comunicação não encerra o caso. Se o empregado ficar afastado, ele vai precisar do exame de retorno ao trabalho antes de reassumir a função, nas situações previstas na NR-7. O acidente também deve alimentar a revisão do inventário de riscos do PGR, porque mostra que algum controle falhou.
| Após o S-2210 | Por que importa |
|---|---|
| Investigação da causa | Evita que o mesmo acidente se repita |
| Revisão do PGR | Atualiza riscos e medidas de controle |
| Controle do afastamento | Organiza perícia, retorno e documentos |
| Exame de retorno | Confirma a aptidão antes de voltar à função |
Se a CAT já foi enviada com algum dado errado, a correção segue as regras do sistema; veja como funciona a retificação de eventos.
Por que fazer o S-2210 com a MT12
O momento do acidente é tenso, e o RH não deveria ter de decifrar tabelas de códigos enquanto cuida do trabalhador. Na MT12, o atendimento começa por uma conversa simples no WhatsApp, a CAT é montada por quem conhece saúde ocupacional e o histórico fica organizado junto com os demais eventos do eSocial SST. Assim a empresa comunica no tempo certo e aprende com o que aconteceu.