Um registro para cada exame
O S-2220 é o evento em que a empresa informa ao eSocial os exames médicos ocupacionais dos seus empregados. Admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de risco e demissional: todos geram um envio. Junto com o exame clínico, entram os complementares previstos no PCMSO para aquela função, como audiometria, espirometria ou exames de laboratório.
Na prática, é o histórico de saúde ocupacional de cada trabalhador transformado em dados. Quando ele está completo, a empresa consegue provar que cumpriu o programa médico. Quando falha, abre-se uma lacuna difícil de explicar numa fiscalização ou numa ação trabalhista.
Informações que compõem o evento
| Campo | De onde sai |
|---|---|
| Tipo de exame (admissional, periódico etc.) | ASO |
| Data do atendimento e conclusão de aptidão | ASO |
| Procedimentos realizados | Exames complementares do PCMSO, codificados pela tabela do eSocial |
| Indicação de resultado normal ou alterado | Laudos dos complementares |
| Médico emitente e médico responsável pelo PCMSO | ASO e programa vigente |
Repare que nenhuma dessas informações é nova. Por isso o S-2220 funciona melhor quando quem faz o exame é quem envia: os dados saem do ASO sem passar de mão em mão.
Onde o envio costuma tropeçar
- Tipo de exame trocado: um retorno ao trabalho informado como periódico deixa o histórico incoerente.
- Complementares esquecidos: a audiometria foi feita, mas não aparece no evento.
- Datas que não batem: o exame consta com data posterior ao início das atividades no caso do admissional.
- Exames de terceiros sem conferência: ASOs de clínicas diferentes chegam com informações incompletas.
- Funcionário sem cadastro: o evento é rejeitado porque o vínculo ainda não foi informado pela folha.
Situações do dia a dia que geram envio
O S-2220 acompanha o trabalhador do primeiro ao último dia de contrato. Veja como ele aparece em momentos comuns da rotina do RH:
- Contratação de uma equipe nova: cada admissional gera o seu registro, com os complementares da função.
- Campanha de periódicos: quando vários exames vencem no mesmo mês, os envios precisam acompanhar o ritmo dos atendimentos.
- Volta de um afastamento: o exame de retorno é informado com o tipo correto, e não como periódico.
- Promoção ou troca de setor: se a exposição muda, o exame de mudança de risco também vira evento.
- Desligamento: o demissional fecha o histórico, ou a empresa registra que ele foi dispensado nas situações que a NR-7 permite.
Em todos esses casos, o que garante um envio correto é a informação chegar completa: nome, função, setor e motivo do exame. Por isso o pedido de agendamento já é feito com esses dados.
Nossa rotina de envio
- Exame realizadoO trabalhador passa pelo atendimento na MT12 e os complementares são lançados no mesmo cadastro.
- ConferênciaChecamos tipo de exame, datas, procedimentos e se o vínculo já existe no eSocial.
- TransmissãoO evento segue pela forma de transmissão combinada com a empresa, no prazo do Manual de Orientação do eSocial vigente.
- RelatórioO RH recebe a lista do que foi enviado e do que depende de alguma ação da empresa.
Dica para o RH: mantenha a admissão do funcionário em dia com a contabilidade. Sem o cadastro do vínculo transmitido, nenhum evento de saúde consegue ser aceito, por mais correto que esteja.
Por que o S-2220 com a MT12
Juntar o exame e o envio no mesmo lugar elimina a etapa mais frágil do processo, que é copiar dados de um papel para outro sistema. Na MT12, o calendário de exames periódicos, o PCMSO e o S-2220 conversam entre si. O RH acompanha tudo por relatórios simples e só é acionado quando há algo que depende dele.