Um ímã no lugar dos raios X
O corpo humano é formado em grande parte por água, e cada molécula de água tem átomos de hidrogênio. Dentro do aparelho de ressonância, um campo magnético forte organiza esses átomos; ondas de rádio os estimulam e, ao voltarem ao estado inicial, eles emitem sinais. O computador transforma esses sinais em imagens com grande riqueza de detalhes.
Como tecidos diferentes respondem de forma diferente, a ressonância distingue muito bem músculos, ligamentos, cartilagens, discos da coluna, medula e cérebro. É por isso que ela costuma ser escolhida quando a dúvida está nas partes moles.
Exemplos de uso
- Joelho, ombro, tornozelo e quadril: ligamentos, meniscos, tendões e cartilagem.
- Coluna: discos, raízes nervosas e medula.
- Crânio e encéfalo: investigação neurológica detalhada.
- Abdome e pelve: estudo de órgãos específicos, conforme a indicação.
- Mamas: em situações definidas pelo médico, como complemento de outros exames.
Em troca de tanto detalhe, o exame é mais demorado que outros métodos de imagem, porque cada sequência capta um tipo de informação. Isso exige paciência para permanecer na mesma posição, e vale a pena ir ao banheiro antes de começar e escolher uma roupa confortável para o dia.
A ressonância não substitui todos os exames. A tomografia, por exemplo, costuma ser mais adequada para pulmão e para algumas situações de urgência. Quem decide é o médico.
Segurança: o que precisa ser informado
O campo magnético está sempre ligado, mesmo quando não há exame acontecendo. Ele atrai objetos de metal e pode interferir em dispositivos dentro do corpo. Por isso, antes de qualquer ressonância, a equipe aplica um questionário de segurança. Informe no agendamento e confirme no dia se você tem:
| Informe se tem | Por que importa |
|---|---|
| Marca-passo, desfibrilador ou outro dispositivo eletrônico implantado | Pode ser afetado pelo campo magnético |
| Implantes metálicos, próteses, placas, parafusos ou clipes cirúrgicos | Alguns são compatíveis, outros exigem avaliação |
| Fragmentos de metal no corpo, inclusive nos olhos | Podem se mover ou aquecer |
| Bomba de medicamento, implante coclear ou neuroestimulador | Precisam de avaliação específica |
| Gravidez ou suspeita | A indicação deve ser discutida com o médico |
| Medo de lugares fechados | A equipe pode orientar e, se necessário, você conversa antes com o seu médico |
Se você tiver documento do implante, como cartão ou relatório da cirurgia, leve no dia. Ele ajuda a equipe a confirmar se o exame pode ser feito com segurança.
Como é ficar no aparelho
- Sem metaisVocê deixa no armário celular, cartões, chaves, joias, relógio e grampos de cabelo, e veste a roupa indicada pela equipe.
- Bobina e posiçãoUma peça chamada bobina é colocada sobre a região examinada. Você se deita na mesa, que entra no aparelho.
- SequênciasO exame é dividido em várias sequências, cada uma com um ruído característico. Ficar imóvel em todas é essencial.
- Contraste, se pedidoEm alguns exames, uma injeção de contraste é feita no meio do procedimento, com avaliação prévia das condições de segurança.
Dica de quem já fez: respire devagar, mantenha os olhos fechados se isso ajudar e lembre-se de que a equipe acompanha você o tempo todo pela sala de comando. O exame pode ser interrompido se você precisar.
Contraste e preparo
O contraste usado na ressonância é diferente do usado na tomografia, mas também exige que você conte sobre alergias, doença nos rins e reações anteriores. Algumas regiões pedem preparo específico, que é informado no agendamento junto com a confirmação do exame.
Traga o pedido médico, um documento com foto e exames anteriores da mesma região. O laudo descreve os achados; a interpretação para o seu caso é do médico que pediu o exame. Para outras opções, veja a página de exames de imagem.
Preparo, disponibilidade e prazos são informados no agendamento. Muitos exames exigem pedido médico.