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MT12Saúde e Segurança

Fit test qualitativo de respiradores em Goiânia

O fit test confere se o respirador escolhido pela empresa veda de verdade no rosto de cada trabalhador. A MT12 faz o ensaio qualitativo com o modelo e o tamanho que o funcionário usa no dia a dia e registra o resultado para o Programa de Proteção Respiratória.

O respirador que não veda é um falso EPI

Um respirador pode ter certificado de aprovação, filtro correto e estar dentro da validade e, mesmo assim, deixar entrar ar contaminado pelas laterais. Rostos têm formatos diferentes: o modelo que serve perfeitamente em um trabalhador pode ficar folgado no queixo de outro. O ensaio de vedação existe para descobrir isso antes que a poeira, o fumo ou o vapor cheguem ao pulmão.

Sem o fit test, a empresa entrega o EPI, registra a entrega na ficha e acredita estar protegida. Na prática, pode estar documentando uma proteção que não acontece.

Quem precisa passar pelo ensaio

Todos os trabalhadores que usam respirador de vedação facial como parte do Programa de Proteção Respiratória. O programa, conforme as recomendações técnicas da Fundacentro, prevê o ensaio:

  • antes do primeiro uso de um modelo de respirador;
  • quando a empresa troca de fabricante, modelo ou tamanho;
  • quando o trabalhador tem mudança no rosto, como ganho ou perda de peso importante, cirurgia ou alteração dentária;
  • na periodicidade definida no próprio PPR.

Como o ensaio qualitativo é feito

  1. Teste de sensibilidadeSem o respirador, o trabalhador é exposto a uma pequena quantidade de um agente de sabor amargo ou doce, para confirmar que consegue percebê-lo.
  2. Colocação corretaEle coloca o respirador sozinho, ajusta as tiras e o clipe nasal e faz a verificação de vedação de pressão positiva e negativa.
  3. Exposição com capuzCom a peça no rosto e um capuz sobre a cabeça, o agente é aplicado dentro do capuz enquanto o trabalhador executa exercícios: respirar normal e fundo, virar e inclinar a cabeça, falar em voz alta e se curvar.
  4. ResultadoSe em nenhum momento ele sentir o sabor, o respirador foi aprovado para aquele rosto. Se sentir, a vedação falhou e testamos outra opção.
  5. RegistroAnotamos o modelo, o tamanho, a data e o resultado de cada trabalhador.

O que a empresa leva do ensaio

EntregávelUso prático
Registro individual do ensaioComprova que o trabalhador foi testado com aquela peça
Modelo e tamanho aprovados por pessoaOrienta o almoxarifado na hora da entrega e da reposição
Lista de reprovaçõesMostra onde a empresa precisa oferecer outro modelo ou tamanho
Orientações de uso observadas no testeApoiam o treinamento e a gestão de EPI

Leve o respirador do dia a dia. O ensaio deve ser feito com o mesmo modelo e tamanho que o trabalhador vai usar. Se a empresa tiver mais de uma opção em estoque, traga todas: assim já resolvemos as reprovações no mesmo atendimento.

Falhas que o ensaio costuma revelar

Além de aprovar ou reprovar uma peça, o fit test mostra como o trabalhador coloca o respirador. É comum ver tiras cruzadas ou presas acima da orelha, clipe nasal sem ajuste, respirador usado por baixo do queixo ou guardado amassado no bolso entre um uso e outro. Pequenos detalhes que, no dia a dia, abrem frestas por onde o contaminante entra.

Também aparecem conflitos entre EPIs: óculos de segurança que empurram a borda do respirador, protetor auricular tipo concha que desloca as tiras, capacete que pressiona a peça. Sempre que possível, o trabalhador deve fazer o ensaio usando os demais equipamentos do posto, para que a vedação seja testada na situação real. Esses achados viram orientação imediata e alimentam o treinamento previsto no PPR.

Antes do ensaio, a avaliação médica

Usar respirador aumenta o esforço para respirar. Por isso, o trabalhador deve ter avaliação médica que o libere para o uso, muitas vezes com apoio da espirometria. Na MT12, conseguimos organizar consulta, espirometria e fit test na mesma visita, com agendamento pelo WhatsApp e registros arquivados para a próxima revisão do PPR.

Dúvidas

Perguntas frequentes

01Barba atrapalha o fit test?

Sim. Pelos na região de contato do respirador impedem a vedação. O trabalhador deve comparecer barbeado, e a mesma regra vale para o uso no dia a dia.

02Se o funcionário reprovar, o que acontece?

Testamos outro tamanho ou outro modelo disponível até encontrar uma peça que vede. O resultado indica qual respirador ele deve usar. Se nenhum modelo vedar, a empresa precisa avaliar outro tipo de proteção.

03O fit test qualitativo serve para qualquer respirador?

Ele é indicado para respiradores de pressão negativa, como PFF e peças semifaciais. Para alguns tipos de equipamento e níveis de proteção, o programa pode exigir ensaio quantitativo, que deve ser avaliado caso a caso.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

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