Por que um programa, e não só a compra de máscaras
Na pintura automotiva, na aplicação de defensivos agrícolas, no corte de granito ou na limpeza com produtos químicos, o respirador é muitas vezes a última barreira entre o contaminante e o pulmão do trabalhador. Para funcionar, ele precisa ser do tipo certo para aquele contaminante, ter vedação no rosto de quem usa, estar limpo e com filtro dentro da vida útil. Sem um programa, essas condições dependem da sorte.
O Programa de Proteção Respiratória organiza essas etapas, segue as recomendações técnicas da Fundacentro sobre seleção e uso de respiradores e exige que os equipamentos tenham Certificado de Aprovação, conforme a NR-6.
Antes do respirador, o controle do ar
O PPR parte de uma pergunta simples: dá para reduzir o contaminante no ambiente? Ventilação local exaustora, enclausuramento, umidificação de poeiras e troca de produtos costumam ser mais eficazes que qualquer máscara. O respirador entra quando essas medidas não são viáveis ou não são suficientes, ou durante a implantação delas. Para saber qual é a exposição real, as avaliações quantitativas são o ponto de partida.
O que o PPR define
| Elemento | Pergunta que responde |
|---|---|
| Seleção | Qual tipo de respirador e de filtro protege contra este contaminante, nesta concentração? |
| Avaliação médica | O trabalhador tem condições de saúde para usar este equipamento? |
| Ensaio de vedação | O modelo escolhido veda bem no rosto desta pessoa? |
| Treinamento | O usuário sabe colocar, verificar a vedação e perceber a hora de trocar? |
| Manutenção e guarda | Como higienizar, inspecionar e armazenar o equipamento? |
| Troca de filtros | Com base em que critério o filtro ou a peça descartável é substituído? |
Implantação em etapas
- Levantamento dos contaminantesIdentificamos poeiras, névoas, fumos, gases e vapores por setor, com base no PGR e em medições.
- Escolha dos equipamentosIndicamos os tipos de respirador e de filtro adequados a cada situação, considerando também conforto e compatibilidade com outros EPIs.
- Aptidão e vedaçãoOs usuários passam por avaliação médica e pelo fit test qualitativo com o modelo que vão usar.
- CapacitaçãoTreinamento prático de colocação, verificação de vedação, limitações do equipamento e cuidados de higiene.
- Rotina e registrosProcedimentos escritos de uso, troca e guarda, com registros que comprovem o funcionamento do programa.
- RevisãoReavaliamos o programa quando mudam processos, produtos ou modelos de respirador.
Cada rosto é um rosto. Um mesmo modelo pode vedar bem em um trabalhador e mal em outro. Por isso o ensaio de vedação é individual e deve ser repetido quando o modelo muda ou quando há alterações no rosto do usuário.
Integração com a saúde do trabalhador
O PPR caminha junto com o PCMSO. Trabalhadores expostos a poeiras e outros agentes respiratórios podem ter, no programa médico, exames como a espirometria e o raio-X de tórax, que ajudam a perceber precocemente quando a proteção não está sendo suficiente. Os registros de entrega e troca dos respiradores podem ser controlados pela gestão de EPI.
Um ponto que costuma ser esquecido é a convivência do respirador com outros equipamentos. Óculos de segurança, protetores auriculares e capacetes podem prejudicar a vedação se forem incompatíveis. Por isso a escolha do respirador considera todo o conjunto de EPIs que o trabalhador usa ao mesmo tempo.
PPR com a MT12
Reunimos no mesmo lugar a avaliação do ambiente, a escolha dos respiradores, o ensaio de vedação, a avaliação médica e o treinamento. Isso evita que cada parte do programa seja feita por um fornecedor diferente, sem conversa entre elas. Atendemos empresas de Goiânia e região metropolitana, com orçamento pelo WhatsApp.