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Medicina e segurança do trabalho · Goiânia e região (62) 3661-0052 · Seg. a sex., 7h30 às 17h, com agendamento
MT12Saúde e Segurança

Espirometria ocupacional em Goiânia

A espirometria mede quanto ar os pulmões conseguem movimentar e com que velocidade. Na MT12, o exame entra no ASO de quem trabalha com poeiras, fumos ou gases e de quem precisa usar respirador.

Os pulmões como indicador do ambiente

Quem respira poeira de cimento, sílica, madeira, grãos ou fumos de solda todos os dias pode ter a função pulmonar reduzida aos poucos, sem sintomas no início. A espirometria transforma essa perda em números comparáveis: volume de ar expirado, velocidade do fluxo e a relação entre eles. Repetido nos periódicos, o exame mostra se o pulmão do trabalhador está estável ou se o ambiente está cobrando um preço.

O exame também tem papel na proteção respiratória. Usar respirador exige um esforço extra para respirar, e o médico precisa saber se o trabalhador tem condições de fazer isso com segurança antes de liberar o uso.

Situações em que o PCMSO costuma pedir

  • Exposição a poeiras minerais, como sílica em pedreiras, marmorarias, cerâmicas e obras.
  • Poeiras orgânicas em armazéns de grãos, moinhos, serrarias e indústria têxtil.
  • Fumos metálicos em soldagem e fundição.
  • Névoas, vapores e gases em pintura, galvanoplastia e indústria química.
  • Trabalhadores incluídos no Programa de Proteção Respiratória.

Para poeiras minerais, a NR-7 tem um anexo específico que trata do controle radiológico e espirométrico. Nesses casos a espirometria costuma andar junto com o raio-X de tórax padrão OIT, conforme o calendário definido no PCMSO.

Do agendamento ao laudo

  1. Orientações préviasAo marcar, passamos as recomendações de preparo, como evitar cigarro e esforço físico intenso pouco antes do exame, e perguntamos sobre uso de medicamentos inalatórios.
  2. Medidas e históricoPeso, altura, idade e sexo são registrados, porque servem de base para calcular os valores previstos de cada pessoa. O profissional também pergunta sobre tabagismo e doenças respiratórias.
  3. ManobrasCom um clipe no nariz, o trabalhador enche bem os pulmões e sopra no bocal com toda a força, repetindo até obter curvas reprodutíveis.
  4. InterpretaçãoO resultado é analisado quanto à qualidade técnica e ao padrão encontrado e segue para o médico que conclui o ASO.

Algumas condições de saúde, como cirurgias recentes no tórax, abdome ou olhos, podem contraindicar temporariamente o exame. Informe no agendamento.

O que o resultado pode mostrar

PadrãoLeitura simplificada
NormalVolumes e fluxos dentro do esperado para aquela pessoa
ObstrutivoO ar tem dificuldade para sair, como acontece em quadros de asma e bronquite
RestritivoOs pulmões comportam menos ar, situação que pede investigação complementar
Queda em relação ao exame anteriorSinal para o médico revisar a exposição e as medidas de proteção

A interpretação final é sempre do médico, que cruza o exame com a história clínica e com os riscos da função.

Dica para o RH: agende a espirometria antes da primeira entrega do respirador. Assim o médico avalia a capacidade respiratória e a empresa já pode programar o fit test para conferir a vedação da peça.

Um exame que depende de colaboração

Diferente de um exame de sangue, a espirometria só sai confiável se o trabalhador fizer o sopro do jeito certo: pulmões bem cheios, início explosivo e expiração até o fim, sem tossir nem fechar a boca no meio. Por isso o profissional explica a manobra, demonstra e incentiva durante cada tentativa. Se as curvas não forem reprodutíveis, o exame é repetido no mesmo atendimento ou remarcado.

Essa atenção à técnica é o que permite comparar um ano com o outro. Uma queda aparente causada por um sopro fraco poderia levar a investigações desnecessárias ou, ao contrário, esconder uma perda real. Também por isso é importante informar mudanças recentes, como início de tratamento para asma, cirurgias ou episódios de pneumonia, que ajudam o médico a interpretar diferenças entre os exames.

Espirometria com a MT12

O exame é feito no mesmo atendimento do ASO e dos demais complementares sempre que possível. A equipe confere o PCMSO antes, orienta o preparo e arquiva os resultados em sequência, para que a evolução de cada trabalhador fique visível ano a ano e possa orientar o PGR da empresa.

Dúvidas

Perguntas frequentes

01A espirometria dói ou exige algum esforço grande?

Não dói. O trabalhador precisa soprar com força e rapidez no bocal, algumas vezes seguidas. Pode dar um leve cansaço ou tontura passageira, e o profissional acompanha todas as tentativas.

02Quem está gripado pode fazer o exame?

Em geral é melhor remarcar. Infecções respiratórias recentes alteram o resultado e prejudicam a comparação com os exames seguintes. Avise no agendamento se o trabalhador estiver com sintomas.

03Fumantes têm resultado diferente?

O tabagismo pode reduzir a função pulmonar e se somar aos riscos do trabalho. Por isso o hábito é registrado na anamnese, para o médico interpretar o exame no contexto certo.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

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