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Medicina e segurança do trabalho · Goiânia e região (62) 3661-0052 · Seg. a sex., 7h30 às 17h, com agendamento
MT12Saúde e Segurança

Audiometria ocupacional em Goiânia

A audiometria ocupacional acompanha a audição de quem trabalha perto de máquinas, motores e ferramentas barulhentas. Na MT12, o exame é feito em cabine acústica e o resultado vai para o médico concluir o ASO e comparar com os exames anteriores.

Um exame que olha para a série, não para o dia

A perda auditiva causada por ruído não dói e avança devagar. O trabalhador costuma perceber só quando já tem dificuldade para entender conversas em ambiente cheio ou precisa aumentar o volume da televisão. A audiometria ocupacional existe para enxergar essa mudança muito antes, comparando cada exame com o de referência feito na admissão.

É por isso que um exame isolado diz pouco. O valor está na sequência: quando os limiares de uma mesma frequência começam a piorar de um ano para o outro, o médico do PCMSO tem um sinal objetivo para agir.

Quais funções entram no programa

Quem define é o PCMSO, a partir dos níveis de ruído registrados no inventário de riscos do PGR. Na prática, aparecem com frequência:

  • operadores de máquinas em indústrias, gráficas, marcenarias e serralherias;
  • trabalhadores de obra que usam serra, martelete, betoneira ou compactador;
  • motoristas e operadores de equipamentos pesados;
  • equipes de manutenção, caldeiraria e frigoríficos;
  • funções em ambientes com som amplificado, como eventos e casas noturnas.

Pelo Anexo II da NR-7, os trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora acima dos níveis de ação fazem a audiometria na admissão, seis meses depois e, a partir daí, anualmente, além do exame demissional. O médico pode reduzir esse intervalo quando achar necessário.

Passo a passo do atendimento

  1. Orientação de repouso auditivoAo agendar, explicamos ao RH e ao trabalhador o repouso auditivo exigido pela norma. Sem ele, o exame pode precisar ser refeito.
  2. Conversa inicial e meatoscopiaO profissional pergunta sobre histórico de otite, uso de medicamentos e atividades ruidosas fora do trabalho e examina o conduto auditivo. Cera em excesso, por exemplo, pode impedir o teste.
  3. Audiometria tonalDentro da cabine acústica, com fones, o trabalhador sinaliza cada vez que ouve um som. Assim se medem os limiares de cada frequência, orelha por orelha.
  4. Audiometria vocalAvalia o reconhecimento de palavras e confirma se a resposta da tonal é coerente.
  5. Registro e comparaçãoO audiograma segue para o médico, que compara com o exame de referência e registra a conclusão no ASO.

Como ler o resultado

Situação no audiogramaO que costuma significar para a empresa
Limiares estáveis em relação à referênciaAs medidas de controle de ruído estão funcionando para aquele trabalhador
Piora em relação ao exame anteriorSinal de alerta: rever EPI, treinamento, tempo de exposição e fontes de ruído
Alteração já presente na admissãoFica registrada como ponto de partida e protege a empresa de responder por uma perda anterior
Alteração sem relação com ruídoO médico orienta investigação fora do âmbito ocupacional

A classificação técnica de cada audiograma segue os critérios do Anexo II da NR-7. O laudo mostra a conclusão; os detalhes clínicos ficam no prontuário, sob sigilo.

Audiometria não substitui proteção. Quando os exames começam a mostrar piora em um setor, a resposta está na fonte do ruído, no protetor adequado e no treinamento. Esse conjunto forma o Programa de Conservação Auditiva, que a MT12 também elabora.

O ruído que não está no crachá

A audição do trabalhador não sofre apenas no expediente. Moto sem capacete fechado, fone de ouvido em volume alto, cultos e shows, ferramentas usadas em casa e até o tiro esportivo deixam marcas no audiograma. Por isso a conversa antes do exame pergunta sobre hábitos fora do trabalho: sem essa informação, uma perda causada no fim de semana pode ser atribuída ao posto de trabalho, ou o contrário.

Alguns produtos químicos também afetam o ouvido, como certos solventes e metais. Quando a função combina ruído com esses agentes, o médico costuma dar ainda mais atenção à série de audiometrias e pode cruzar os resultados com o monitoramento biológico. Medicamentos de uso contínuo e doenças como diabetes e hipertensão entram na mesma análise, porque também podem interferir na audição.

Por que fazer a audiometria na MT12

O exame é feito junto com a consulta do ASO e os demais complementares do cargo, o que poupa deslocamentos. A equipe confere o PCMSO antes do agendamento, orienta o repouso auditivo e guarda os audiogramas em sequência, prontos para comparação no próximo periódico. Os dados também alimentam o evento S-2220 do eSocial.

Dúvidas

Perguntas frequentes

01Por que o trabalhador precisa ficar sem ruído antes do exame?

A exposição recente ao barulho pode causar uma queda temporária da audição. Se o exame for feito nessa condição, o resultado mostra uma perda que não é permanente e atrapalha a comparação com os exames seguintes. Por isso a NR-7 exige repouso auditivo antes da audiometria.

02Quem usa protetor auricular também precisa fazer audiometria?

Sim. O protetor reduz a exposição, mas só a audiometria mostra se ele está funcionando na prática, se é usado do jeito certo e se a audição se mantém estável ao longo dos anos.

03O que acontece se a audiometria mostrar alteração?

O médico avalia se a alteração é compatível com o ruído do trabalho ou tem outra causa, define a conduta e decide sobre a aptidão. A empresa recebe a conclusão para rever as medidas de controle do ruído.

Próximo passo

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