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MT12Saúde e Segurança

Challenge test de cosméticos em Goiânia

Depois que o consumidor abre o pote, o produto passa a receber dedos, água do banho e ar do ambiente por semanas. O challenge test simula essa agressão em laboratório e mostra se a fórmula consegue se defender.

Um teste de resistência, não de pureza

O challenge test, também chamado de teste de eficácia de conservantes, parte de uma ideia simples: em vez de procurar microrganismos no produto, o laboratório coloca microrganismos de propósito. Uma amostra da fórmula recebe uma quantidade conhecida de bactérias, bolores e leveduras de referência, e a população é acompanhada ao longo do tempo.

Se o sistema conservante for eficiente, os microrganismos diminuem até níveis aceitáveis e não voltam a crescer. Se não for, eles sobrevivem ou se multiplicam, mostrando que o produto vai estragar ou se tornar um risco depois de aberto.

É um ensaio pensado para o mundo real. Ninguém usa um xampu em condições estéreis: a tampa fica aberta, a água do chuveiro entra no frasco, os dedos entram no pote do creme. O challenge test reproduz de forma controlada essa exposição repetida e responde se a fórmula vai se manter segura durante todo o período de uso pelo consumidor.

Momentos em que o teste faz diferença

  • Desenvolvimento de uma fórmula nova, antes do lançamento.
  • Troca ou redução do conservante, inclusive em linhas que querem comunicar fórmulas mais suaves.
  • Mudança de embalagem, como sair da bisnaga para o pote, que expõe muito mais o produto.
  • Alteração de ingredientes que mexem com pH, água livre ou carga de extratos naturais.
  • Transferência da fabricação para outro terceirista ou outra planta.

Como o ensaio se desenvolve

  1. Escolha da amostraA fórmula é testada na embalagem final ou em condição equivalente, porque a embalagem influencia o resultado.
  2. InoculaçãoO laboratório adiciona microrganismos de referência, separadamente, em porções do produto.
  3. Leituras ao longo do tempoEm intervalos definidos pela metodologia de referência, a população sobrevivente é contada.
  4. Avaliação do critérioA queda observada é comparada com o critério de aceitação da metodologia adotada, e o resultado é emitido em laudo.

Por envolver várias leituras, o teste exige planejamento no cronograma de lançamento. O laboratório responsável, a metodologia e os prazos ficam definidos no orçamento.

Challenge test e controle microbiológico: qual a diferença

Challenge testControle microbiológico de lote
PerguntaA fórmula resiste a contaminações durante o uso?Este lote saiu limpo da fábrica?
Quando fazerNo desenvolvimento e após mudanças relevantesEm cada lote ou conforme o plano de qualidade
O que se faz com a amostraContamina-se de propósito e acompanha-se a quedaProcura-se o que já está presente
Quem mais usaDesenvolvimento e assuntos regulatóriosControle de qualidade e produção

Um não substitui o outro. Para o controle de rotina, veja os ensaios microbiológicos de cosméticos.

Pense na vida real do produto. Um condicionador que fica no box do banheiro recebe água e calor todos os dias. Informar o modo de uso e a embalagem ao planejar o teste torna o resultado muito mais útil.

O papel da MT12 no seu desenvolvimento

Empresas pequenas de cosméticos e marcas próprias costumam descobrir a necessidade do challenge test perto do lançamento ou quando um cliente pede o laudo. A MT12 ajuda a encaixar o ensaio no cronograma, organiza o envio das amostras e traduz o laudo para a equipe de desenvolvimento.

Se a fórmula reprovar, ajudamos a montar o raciocínio da reformulação e o reteste. E, se a fábrica também usa saneantes próprios na limpeza da linha, a eficácia de saneantes pode entrar no mesmo pacote.

Dúvidas

Perguntas frequentes

01Preciso repetir o challenge test a cada lote?

Não. O teste avalia a fórmula e a embalagem, não o lote. Ele deve ser refeito quando algo relevante mudar na composição, no conservante ou na embalagem.

02Produto sem conservante pode fazer o teste?

Pode e deve. Fórmulas sem conservantes tradicionais dependem de outros mecanismos de proteção, e o teste é a forma de mostrar que essa proteção funciona.

03Se a fórmula reprovar, o que fazer?

Ajusta-se o sistema conservante, o pH, a atividade de água ou a embalagem e repete-se o ensaio. É melhor descobrir isso no desenvolvimento do que com o produto no mercado.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

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