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Medicina e segurança do trabalho · Goiânia e região (62) 3661-0052 · Seg. a sex., 7h30 às 17h, com agendamento
MT12Saúde e Segurança

Eletroencefalograma ocupacional em Goiânia

O eletroencefalograma registra a atividade elétrica do cérebro por meio de sensores colocados no couro cabeludo. Na MT12, o EEG ocupacional atende funções críticas em que o médico do PCMSO quer afastar alterações que possam causar perda súbita de consciência.

Um exame pensado para funções sem margem de erro

Em algumas atividades, poucos segundos de desligamento bastam para um acidente grave: o eletricista que perde a consciência perto de um painel energizado, o operador de ponte rolante que deixa a carga balançar, o trabalhador que está sozinho dentro de um tanque. O eletroencefalograma ocupacional ajuda o médico a avaliar se existem alterações da atividade cerebral que aumentem esse risco.

Não é um exame de rotina para todos. Ele entra quando o PCMSO identifica que a função tem consequências graves caso o trabalhador sofra uma crise ou um desmaio.

Funções em que o EEG pode ser pedido

Nenhuma Norma Regulamentadora exige o eletroencefalograma de forma automática. A indicação é técnica e fica com o médico responsável pelo programa. Costuma aparecer em:

  • trabalho em altura e acesso por corda;
  • espaços confinados, como silos, reservatórios e galerias;
  • serviços em eletricidade e sistemas elétricos de potência;
  • operação de máquinas pesadas, pontes rolantes e equipamentos de içamento;
  • direção de veículos de transporte, a critério do médico;
  • trabalho isolado ou noturno, em que o socorro demoraria a chegar.

Etapas do exame

  1. Orientação no agendamentoO trabalhador recebe as recomendações sobre cabelo e sobre o uso de medicamentos, que não devem ser suspensos sem orientação médica.
  2. Colocação dos eletrodosPequenos sensores são posicionados em pontos padronizados do couro cabeludo com uma pasta condutora.
  3. Registro em repousoSentado ou deitado, de olhos fechados, o trabalhador fica relaxado enquanto o aparelho grava a atividade cerebral.
  4. Provas de ativaçãoConforme o protocolo, pode-se pedir para abrir e fechar os olhos, respirar mais fundo e rápido por alguns instantes ou observar luzes intermitentes.
  5. LaudoO traçado é analisado e o laudo segue ao médico do trabalho, que o considera na conclusão do ASO.

Ao final, basta lavar o cabelo para retirar a pasta. O trabalhador pode voltar às atividades normais no mesmo dia, salvo orientação diferente.

Como o resultado é usado

ResultadoPróximo passo comum
Sem alterações relevantesO médico conclui o ASO considerando os demais exames
Achado inespecíficoO médico correlaciona com a consulta e pode pedir reavaliação
Alteração sugestiva de riscoEncaminhamento para avaliação especializada antes de liberar a função crítica

Um resultado alterado não significa demissão nem inaptidão definitiva. Muitas vezes o trabalhador segue apto para outras funções, e a empresa pode readequar tarefas enquanto ele é acompanhado.

Sigilo: a empresa recebe a conclusão de aptidão no ASO. O laudo detalhado e qualquer diagnóstico ficam no prontuário do trabalhador, protegidos pelo sigilo médico.

O exame não trabalha sozinho

Um EEG normal não garante que a pessoa nunca terá uma crise, e um traçado com pequenas alterações não significa doença. Por isso a consulta tem peso decisivo: o médico pergunta sobre desmaios, convulsões na infância, traumatismos na cabeça, uso de medicamentos e de álcool, qualidade do sono e episódios de "apagão" durante o dia. Essas respostas, somadas ao exame, formam a base da decisão.

Trabalhadores que já têm diagnóstico de epilepsia e fazem tratamento não ficam automaticamente impedidos de trabalhar. O que o médico do trabalho avalia é se a condição está controlada e se é compatível com aquela atividade específica. Muitas vezes a resposta é ajustar a função, e não afastar a pessoa. Trazer relatórios do médico assistente ajuda muito nessa avaliação.

EEG ocupacional na MT12

Quando o cargo exige um conjunto de exames para atividade crítica, organizamos o EEG junto com o eletrocardiograma, a avaliação psicossocial e a consulta, sempre que possível na mesma visita. O RH agenda pelo WhatsApp e recebe o ASO com todos os resultados considerados.

Dúvidas

Perguntas frequentes

01Como o trabalhador deve ir para o EEG?

Com o cabelo limpo e seco, sem creme, gel, óleo ou spray. Tranças, apliques e penteados presos dificultam a colocação dos eletrodos. Outras orientações, se houver, são passadas no agendamento.

02O exame dá choque?

Não. Os eletrodos apenas captam a atividade elétrica que o cérebro já produz. O exame não envia corrente para o corpo e não causa dor.

03O EEG ocupacional serve para diagnosticar epilepsia?

Ele pode mostrar alterações que levam o médico a investigar, mas o diagnóstico depende de avaliação clínica especializada. No contexto ocupacional, o objetivo é apoiar a decisão sobre a aptidão para a função.

Próximo passo

Conte o que a sua empresa precisa. A gente organiza o resto.

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